“E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade… também.”
Oswaldo Montenegro
"Tem coisa mais doce que alguém te cativando o tempo todo? Ir minando aos poucos sua defesa própria. Tem coisa mais forte que alguém te invadindo aos poucos? Compartilhando até dos mais íntimos segredos…" - Jorge Vercillo.
"Sou feita de retalhos. Qualquer detalhe, pelo mais pequeno que fosse, me melhora ou me destrói de uma vez.
Como um retalho, sou feita de pequenos traços, pequenos panos que na vida são só pequenas atitudes. Muitas vezes imperceptíveis. Por ser assim, poucas pessoas as fazem ou ao menos as percebem, eu fico aqui, pensando que as pessoas podem ser melhores. Me magoando nessa pseudo-esperança. Mas sabe o pior.. retalhos aceita qualquer pano, então sempre acabo desculpando todos os erros alheios e permitindo a entrada de quem chega. Qualquer um, qualquer afeto, qualquer amor. Quem sabe alguém acerta." - S-e-j-a
Como um retalho, sou feita de pequenos traços, pequenos panos que na vida são só pequenas atitudes. Muitas vezes imperceptíveis. Por ser assim, poucas pessoas as fazem ou ao menos as percebem, eu fico aqui, pensando que as pessoas podem ser melhores. Me magoando nessa pseudo-esperança. Mas sabe o pior.. retalhos aceita qualquer pano, então sempre acabo desculpando todos os erros alheios e permitindo a entrada de quem chega. Qualquer um, qualquer afeto, qualquer amor. Quem sabe alguém acerta." - S-e-j-a
"Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: - Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia." - Carlos Drummond de Andrade
"Quanto mais estranho nasce um desenho, mais deslocado o desenho se sente. Acontece o mesmo no mundo das pessoas: quando um menino nasce com os olhos gigantes, as pessoas têm medo e se afastam, e o menino fica triste e sozinho. Já quando a sua mãe o abraça bem forte e a sua melhor amiga segura a sua mãozinha na hora do apuro, ele se sente feliz de novo e sorri. Igual no mundo dos desenhos e, também, no mundo dos bonecos! Mas quem tem o coração de criança já sabe de uma coisa dessas… Só quando a gente cresce é que eles dizem “Ei, só existe um mundo! O mundo das pessoas grandes!” e a boneca de pano fica triste, jogada num canto… E nem pode mais chorar porque costuraram um sorriso em seu rosto feito com linhas e retalhos vermelhos. Por outro lado, se uma criança cresce e não tem mais coragem de abandonar os seus amigos imaginários, então ela é levada ao psiquiatra para tomar remédios. Mesmo se isso for só amor – e consideração – por uma amizade de tantos anos. É que os brinquedos quando vêem uma criança solitária sempre fazem companhia.
Mas só quem tem o coração de criança consegue ver a solidão das coisas. E sabe que os bonecos existem no mundo dos bonecos, assim como os desenhos existem no mundo dos desenhos, e as pessoas no mundo das pessoas. Porque não importa se a flor é de plástico, a armadura é de lata ou o corpinho é de pano: a solidão pode existir para qualquer um nesse mundo. E só a amizade é capaz de perceber isso nos olhos do outro. Mesmo se for um olho costurado num botão. Mesmo se for um olho estampado num desenho. Ou se for assim: dois olhinhos de latão." - Rita Apoena
Mas só quem tem o coração de criança consegue ver a solidão das coisas. E sabe que os bonecos existem no mundo dos bonecos, assim como os desenhos existem no mundo dos desenhos, e as pessoas no mundo das pessoas. Porque não importa se a flor é de plástico, a armadura é de lata ou o corpinho é de pano: a solidão pode existir para qualquer um nesse mundo. E só a amizade é capaz de perceber isso nos olhos do outro. Mesmo se for um olho costurado num botão. Mesmo se for um olho estampado num desenho. Ou se for assim: dois olhinhos de latão." - Rita Apoena